Formação de Jovens Integralistas

Entendendo a estrutura do discurso doutrinário comunista

O texto que analisaremos é uma típica peça de propaganda destinada a cooptar jovens ao comunismo. Em geral, é divulgada a estudantes que ainda não tem uma ideia bem formada e, por isso, se inclui na categoria de material de doutrinação.

Pretendemos então munir os jovens (integralistas ou não)  de um procedimento  sistemático para identificar um discurso doutrinário comunista, afim de que possam, ao final, não somente refutar o objetivo desse discurso, mas também criticá-lo.

O texto original está em itálico.

Os comentários e análise que fazemos ao texto estão em negrito.

“Diante de problemas é necessário buscar a causa deles. É muito
frequente que alguém, com dor de cabeça ou com febre, tome remédio para se curar desses males. Ora, a febre ou a dor de cabeça, regra geral, não são doenças em si; são sinais de uma doença. A febre, regra geral, é um sintoma, cuja causa pode estar em uma infecção. O caminho correto é tratar da causa, eliminar o foco, curar a infecção.

Obj. 1: É comum na dinâmica do discurso doutrinário comunista o recurso a uma

“situação concreta”

que seja de fácil entendimento e absorção de quem lê. Neste caso, o autor coloca a questão de uma “enfermidade” como situação concreta, pano de fundo para a construção de seu discurso doutrinário. É o que chamamos de “isca”, um mero recurso para prender a atenção de quem lê.

Remetamo-nos para as mazelas sociais. Elas estão presentes em
nossa realidade: favelas, violência, drogas, desempregos,
prostituição, corrupção, compõem uma imensa lista. O comum é se
procurar resolver essas questões sem buscar a causa que as geram.
Assim, é que prosperam campanhas do tipo “Minha Casa Minha Vida”; “Não à Prostituição”, “Passemos o Brasil a Limpo”, e outras do gênero, que se voltam para o combate aos sintomas, desprezando a necessária busca da causa.

Obj. 2: Também é comum na dinâmica do  discurso doutrinário comunista a identificação de um

“elemento de negatividade”

que se refere a alguma situação social corrente. No texto original, esse elemento está presente na descrição das mazelas sociais que ele enumera como:

“favelas, violência, drogas, desempregos, prostituição, corrupção”.

Encontrado este elemento de negatividade, já surge um primeiro indício de que se pode estar mesmo diante de uma peça doutrinária comunista. Na estruturação do discurso, o elemento de negatividade é o que serve para introduzir o contexto da “luta de classes”, parte central do discurso doutrinário comunista que deverá aflorar em algum momento. Vamos então procurar este elemento.

Da mesma maneira, quando o povo descobrir a causa de suas
desgraças sociais, haverá de encontrar os instrumentos adequados
para eliminar aquilo que é o motivo de seu sofrer.

Obj. 3: Aqui, o autor segue na preparação psicológica do leitor para assimilar mais facilmente a situação de luta de classes.

Na sociedade atual, no capitalismo, as desgraças sociais
existentes só tendem a se aprofundar e a crescer. Mas só existe
uma forma realmente consequente de enfrentar essa situação. É
dar-se conta de que todas as desgraças sociais não decorrem de
governos; decorrem, sobretudo, do sistema socioeconômico vigente,
do capitalismo, cuja única lógica é a busca do lucro para uns
poucos (burguesia).

Obj. 4: Consolida-se aqui o apelo à

“luta de classes”

quando o autor opõe as desgraças sociais de muitos a um “sistema” (o capitalismo) que privilegia poucos.

Assim sendo, a maior contribuição que se pode dar no sentido de
que haja a superação das mazelas sociais, é levar ao povo a
informação sobre o que provoca essas desgraças. Sabendo a causa, o povo haverá de encontrar a forma de eliminá-la. Portanto, denunciemos a causa (capitalismo) e, então, teremos a certeza de que se encontrarão os meios de suprimi-la.

Obj. 5: Em se tratando de um discurso doutrinário, cujo objetivo é cooptar pessoas, o autor fecha seu discurso  com uma

“conclusão e chamamento”

que visa deixar, implicitamente ou não, um convite a ação, ou seja, a adesão a militância comunista.

Obj. 6: Afim de refutar os objetivos doutrinários do texto é suficiente assinalar seus pontos obscuros.

Dentro da perspectiva integralista, a identificação desses pontos obscuros se inicia com os elementos que constituem a “luta de classes”, já que os “elementos de negatividade” expostos pelo autor estão bem postos e um integralista também não perde esse horizonte ao fazer sua análise da sociedade.

Agora, a luta de classes não é um objeto da ação dos integralistas que reconhecem a “união entre todos os estratos sociais da nação” (e com ela comprometidos) como única forma legítima de atuação.

A sequência lógica do argumento do comunista é associar a causa das mazelas sociais UNICAMENTE ao capitalismo, deixando transparecer assim que a ÚNICA saída seja pela via do comunismo. O ERRO está aí. Com efeito.

(i) Mazelas sociais são verificadas tanto em regimes ditos capitalistas quanto comunistas. O fato do autor associar essas mazelas unicamente ao capitalismo comprova definitivamente o caráter doutrinário de seu texto.

(ii) O autor evita entrar em maiores detalhes sobre o fato evidente de que quando os comunistas tomam o poder eles realizam a forma mais extrema de “acúmulo de capital”, concentrando todos os meios de produção e valorando como bem entender o trabalho de cada um, já que, de posse do Estado, os comunistas tornam-se na prática o único regulador da dinâmica social. Assim, de certa forma, os comunistas ao tomarem o Estado se convertem numa NOVA BURGUESIA, detendo privilégios e benesses a custas da exploração do trabalhador.

(iii) O autor falha em reconhecer que o capitalismo pode ser reformado em vários aspectos visando uma distribuição mais justa dos recursos, sem suprimir elementos indispensáveis que façam justiça a capacidade individual, ao esforço e a “industriousness” de cada um. O Integralismo reconhece e busca implementar esses dois aspectos para o desenvolvimento e bem-estar na nação.

Aos pontos (i), (ii) e (iii) podem ser acrescentados outros de acordo com o texto doutrinário comunista que está sendo apresentado.

Vale ressaltar que toda ação que se enquadra na categoria de “luta de classes” é uma mera ação de exploração da miséria do povo com vistas a um acirramento das tensões sociais, condição necessária para os comunistas tomarem definitivamente o Estado.

No texto do autor não está explicitado nenhum fato concreto da luta de classes, já que ele enumera tão somente aspectos gerais. Contudo, imaginemos situações corriqueiras como a da “invasão de propriedade”. Deve-se identificar aqui algumas características importantes.

(i) Um elemento articulador da invasão.

(ii) Os elementos invasores, cooptados pelos articuladores.

(iii) O elemento invasor em geral, não pertence socialmente a mesma categoria dos invasores, que constituem, na sua grande maioria, pessoas que vivem em situação precária.

(iv) Deve-se identificar se houve na invasão da propriedade uma melhora na condição dos invasores. Não havendo, fica caracterizado o caráter de “luta de classes” que pretende tão somente acirrar as tensões sociais, já que não é de interesse do agente subversivo comunista, que fomenta a invasão, uma melhora nas condições de vida. Ou seja, para a consolidação de seus objetivos o comunista precisa explorar a miséria do povo. Qualquer ação que tenha intenção de efetivamente combater a miséria será sempre  contrária aos interesses dos comunistas.

Advertisements
Standard
Formação de Jovens Integralistas

Integralismo: uma força em oposição ao fasci-comunismo

Porque os comunistas associam falsamente o Integralismo ao fascismo?

Esta questão nos leva a uma outra reflexão, sobre a intenção dos comunistas em construírem  tal associação, sendo assim mais facilmente refutada por um raciocínio reverso que exponha as similaridades entre comunismo e fascismo e exiba, de forma clara, o distanciamento do integralismo de ambos. Este será o nosso método de análise e, como trataremos de aspectos comuns do fascismo e comunismo, neste texto usaremos o termo fasci-comunismo.

Algumas características do Integralismo:

1. Afirma a primazia do espírito e, portanto, se difere do capitalismo e do comunismo que são derivações  da mesma doutrina materialista.

2. Desde seu início desenvolveu forte ação social junto aos mais necessitados, o que lhe deu um forte apoio popular.

3. Afirma o nacionalismo como elemento de união entre todos os estratos sociais da nação.

4. Não se apresenta como um partido político, defende a democracia e propõe uma reforma do sistema de representação político usual que, restrito unicamente a ação de partidos políticos, submete a nação aos interesses desses partidos. Defende assim uma maior participação de amplos setores da sociedade na discussão e tomada de decisões.

Algumas características do comunismo:

1. Explora e acirra a miséria do povo de modo a se apresentar como os únicos habilitados a guiar o povo na direção de uma “suposta” libertação.

2. Movimento de cunho internacionalista e apátrida. Para ser bem sucedido precisa destruir qualquer sentimento de “nação”. Por isso, são contrários a qualquer movimento de cunho nacionalista.

3. Visa suprimir valores religiosos, familiares e culturais que  se constituem obstáculos para a infusão do comunismo. Adotam então um relativismo moral agindo de forma pragmática conforme seus interesses. Assim, são capazes de coagir de forma violenta membros  de comunidades situadas em áreas remotas e empobrecidas de um país para que lhe dêem cobertura e suporte  enquanto se organizam;  também, na luta armada se utilizam de terrorismo em áreas urbanas e de grande densidade populacional como meio de desestabilização do governo.

4. Tem a pretensão de ser a única crítica ao capitalismo. Combate, assim, não só integralismo, mas também qualquer proposta que reforme ou constitua uma alternativa ao capitalismo.

5. Fixa-se nas nações democráticas travestido de partido político, mas, uma vez no poder, abole a democracia em todas as suas formas implantando uma ditadura que se impõe pelo terror e pela repressão pelo uso do aparelho do Estado.

Semelhança entre comunistas e fascistas e sua distinção em relação ao integralismo (segundo uma releitura de um texto da ANTIFA)

O comunismo  e o fascismo ambos atentam contra a democracia. Com efeito, o fasci-comunismo se caracteriza por um modelo de dominação política que tem os seguintes aspectos:

1. Controle exclusivo do exercício da representação mediante um partido único de massa.

Exemplo:  Partido Comunista, Partido Nacional Socialista etc.

 Obs.: O integralismo de distingue do fasci-comunismo por não ter pretensões político-partidárias. Pretende ser um movimento nacional que forme quadros habilitados a pensar soluções para o Brasil em todos os setores onde isso se faça necessário (econômico, político, social, etc.) e amparado nas mais profundas raízes e tradições de nossa nação, expressa no sentimento nacionalista, da família e da religiosidade do nosso povo.

2. Forte estrutura hierárquica

Exemplo: No fasci-comunismo tudo se submete as determinações do partido comunista ou da agremiação fascista que detem o poder político. Foi assim na ex-URSS, na Alemanha nazista, na Itália de Mussolini, na Cuba dos irmãos Castro etc.

Obs: O Integralismo não é um partido político, logo não corre o risco de reproduzir estruturas hierarquizadas de dominação e poder a ser imposta sobre quem quer que seja. Sendo um movimento de cunho livre, a adesão ao integralismo se dá unicamente por quem se identifica com seus fundamentos e ideias.

3. Ideologia centrada no culto ao líder e de mistificação de suas ações.

Exemplo: No fasci-comunismo são cultuados até hoje notórios criminosos genocidas: Lenin, Hitler, Stalin, Gobells, Mao, Pol Pot, Che Guevara … O culto e a mistificação pura e simples relativizam qualquer valor moral das ações desses líderes.

4. Recusa dos princípios do liberalismo individual/ importância do Estado para a vida econômica, social e política.

Exemplo: O comunismo nega o direito à propriedade privada, que torna-se propriedade do Estado, que por sua vez constitui uma apropriação indevida do trabalho alheio.

Regimes comunistas se caracterizam pela intromissão total do Estado na vida dos cidadãos cerceando seus direitos, planejando em todos os sentidos a economia das nações via planos mirabolantes e regulando a atividade política de modo a ter o partido comunista como único partido.

6. Domínio do Estado sobre os meios de comunicação de massa e informações. 

Exemplo: A propaganda é o elemento fundamental para a ascensão e manutenção do poder dos regimes fasci-comunistas. Daí ser necessário, para uma propaganda efetiva, o domínio total dos meios de comunicação.

7. Eliminação de qualquer pluralismo político, aniquilamento das oposições baseado na violência e terror.

Exemplo: Regimes fasci-comunistas realizam isso através da sua polícia “política”: KGB (comunista),  SS (nazista) etc. e por todo um aparato estatal encarregado de assassinar, torturar e prender qualquer voz que se oponha ou critique o regime. A ditadura cubana ainda hoje demonstra essa prática.

Obs: O Integralismo não é uma mílica armada, mas sim um movimento nacional que se propõe a pensar os problemas nacionais através do estudo e da formação de pessoas, por isso se difere dos fasci-comunistas que legitimam o uso da violência como instrumento de ação política.

8. O fasci-comunismo  coopta as massas utilizando-se de conceitos equivocados, irracionais e ilógicos sem nenhuma comprovação experimental.

De fato, o comunismo fomenta artificialmente a luta de classes como estratégia para dividir os diversos estratos sociais da nação, cooptando os mais vulneráveis para a sua causa. O nazismo se utilizou do ódio entre raças para formatar um discurso de aglutinação dos vários segmentos sociais na Alemanha.

Obs: Para que fosse consistente, o conceito de luta de classes deveria assumir uma identidade comum  (isto é, uma homogenização)  entre a “classe” dos trabalhadores, logo, ao insistir neste conceito, o comunismo também assume uma “homogenização”. Contudo, o conceito se mostra inconsistente, pois da mesma forma que o trabalho é diferenciado, também são os trabalhadores. Assim, os comunistas abusam de um conceito que ficou perdido no tempo, pois o desenvolvimento da atividade econômica de hoje produziu uma multifacetada conexão da qual dependem tanto micro-empreendedores quanto grandes corporações. Um exemplo concreto:  uma pequena costureira, proprietária de cinco máquinas de costura e empregadora de cinco colegas, é ao mesmo tempo patrão e empregada já que depende do capital emprestado por um banco ou cooperativa para manter seu negócio.

Em relação ao nazismo e sua crença na superioridade racial, não há nenhuma evidência científica que ampare tal assertiva. Contrariamente, devemos refletir como pode o povo alemão, tão favorecido pelo gênio e sensibilidade de inúmeros poetas, pensadores, cientistas, músicos etc.,   ter sucumbido tão facilmente ao discurso e propaganda de ódio que de certa forma legitimou a ascensão aos nazistas ao poder. Não teria sido aqui a crença na superioridade daquele povo que coletivamente não só condicionou mas favoreceu a ascensão do nazismo?

Standard